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Histórica do Vinho Madeira

Reza a história que o Vinho Madeira teve como principal mentor o Infante D. Henrique que incentivou o cultivo da casta Malvasia Cândida, oriunda de Candia de Creta, na ilha da Madeira, o que se revelou um sucesso. Em meados do século XV, já o Vinho Madeira era exportado cujas rotas de exportação incluíam a Europa, onde era considerado de maior requinte, tendo mesmo chegado a ser usado como perfume para os lenços das damas da corte.

O prestígio deste néctar era tal que não são raras as referências ao mesmo na história, nas artes e nas lendas de algumas nações. Como exemplos crassos temos o facto de ter sido intitulado como essência preciosa na peça Henrique IV da autoria de William Shakespeare, a lendária decisão do Duque de Clarence de cumprir a sua sentença de morte sendo afogado num tonel de Malvasia da Madeira ou a passagem do brinde por parte de Sir Winston Churchill, numa das suas estadas na Madeira (1950), com um vinho que fora recusado por Napoleão aquando da sua passagem na Madeira a caminho do degredo na ilha de Santa Helena.

Na América, o General George Washington, um grande admirador de Vinho Madeira, fazia questão que o mesmo fosse servido nas celebrações em que estava envolvido, como quando assumiu a presidência dos EUA e a celebração da Independência dos E.U.A.. O consumo de Vinho Madeira no século XX, entranhou-se na vida social da classe alta americana, especialmente nos residentes da costa Este dos EUA, que em cidades como Savannah organizavam afamadas "Madeira Parties" (Festas do Madeira), que ainda na actualidade são recriadas na Casa Museu Davenport de Savannah, na qual resiste o "Madeira Club".

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